Custo da Diligência: Pesquisar Compensa

Custo da Diligência: Pesquisar Compensa

O processo judicial envolve diversas etapas cruciais e, entre elas, a diligência jurídica destaca-se como elemento determinante para o desfecho de uma ação. Ao avaliar se a pesquisa e as diligências compensam, é preciso considerar custos, benefícios e riscos associados. Este artigo explora os principais fatores financeiros e estratégicos que incidem sobre a diligência judicial, demonstrando como a pesquisa prévia detalhada e criteriosa pode transformar o rumo de um processo.

Conceito e relevância da diligência judicial

Diligência judicial diz respeito às ações práticas realizadas para dar andamento a um processo, como a localização de bens, a notificação de partes e a execução de medidas específicas. Oficial de justiça, correspondente jurídico e peritos atuam para viabilizar atos processuais e assegurar o cumprimento de decisões. A importância dessa fase reside no fato de evitar surpresas, embasar teses e agilizar resultados.

Sem uma atuação cuidadosa, o processo pode enfrentar atraso, redução de efetividade ou até extinção por ausência de requisitos formais. Por isso, investir em diligências traz segurança jurídica e fortalece a estratégia, impulsionando o sucesso do litígio.

Estrutura dos custos envolvidos em diligências jurídicas

Os custos de diligência judicial dividem-se em categorias que se complementam. Compreender essa divisão ajuda a planejar investimentos e estimar despesas futuras.

Podemos agrupar esses gastos em três eixos principais: diretos, indiretos e eventuais. Cada um influencia de modo distinto a composição total da despesa.

Custos diretos, indiretos e eventuais indicam que nem todas as despesas são previstas inicialmente. Por exemplo, a necessidade de investigação particular ou perícia técnica pode elevar o valor final de forma inesperada.

Principais valores e variações por jurisdição

Os valores praticados em diligências variam conforme o local, a complexidade do ato e a urgência. A título de exemplo, veja algumas referências:

  • Custas Judiciais: de 1% a 3% do valor da causa. Em uma cobrança de R$100.000, varia de R$386,36 a R$6.931,00.
  • Honorários Advoc. iniciais: 10% a 20% do valor do bem. Processos complexos podem ultrapassar R$100.000.
  • Diligência Oficial de Justiça: R$100 a R$500 por ato. Em SP (2025), 1 UFESP = R$37,02 para tarefas remotas e 3 UFESPs (R$111,06) para presenciais.

Além desses, custos como armazenamento de bens apreendidos (R$30 a R$100 diários), perícias (R$1.000 a R$5.000) e publicações de editais (R$500 a R$2.000) elevam o montante investido, mostrando a necessidade de planejamento.

Alternativas para redução de custos

Quando o orçamento é limitado, estudar opções pode gerar economia e resultados satisfatórios. Entre elas, destacam-se:

• Mediação e negociação prévia: mediação como alternativa eficiente oferece redução de custos e ganho de tempo, com sessões de R$500 a R$2.000, normalmente abaixo do valor de um processo completo.

• Justiça gratuita: destinada a quem comprova insuficiência de recursos, isenta custas processuais iniciais e finais, bem como honorários de sucumbência.

• Correspondente jurídico: contratação pontual por valores reduzidos (R$20 a R$50) para atos específicos, útil para advogados que atuam em múltiplas comarcas.

Custos do devedor e do credor ao longo do processo

Para o credor, despesas frequentes como diligências de oficial de justiça e diárias de pátio podem superar o benefício esperado, especialmente em busca e apreensão de veículos. Do lado do devedor, o impacto envolve não só valores pagos, mas também prejuízos indiretos, como restrição de crédito e riscos de penhora adicional.

Investir em tomada de decisão estratégica fundamentada evita gastos desnecessários, promovendo escolhas mais assertivas entre litigar, negociar ou mediar.

Impacto financeiro e consequências estratégicas

Realizar uma diligência eficiente pode significar a recuperação integral de valores ou a desistência precoce de ações inviáveis. Uma pesquisa inicial criteriosa tende a reduzir custos ao longo do trâmite, prevenindo atrasos e retrabalhos.

Por outro lado, negligenciar essa fase leva ao acúmulo de gastos, com honorários de sucumbência (10% a 20% do valor atualizado da causa) e despesas extraordinárias imprevistas. Essa dinâmica afeta diretamente a acesso à justiça plena e igual e pode excluir partes menos favorecidas.

Considerações finais

O estudo detalhado sobre o custo da diligência jurídica demonstra que, em muitas situações, o investimento em pesquisa e planejamento compensa. Além de contribuir para o desfecho favorável, reduz riscos e desperdícios.

Advogados e partes envolvidas devem analisar cuidadosamente tabelas de custas, honorários e despesas extras, ponderando alternativas como mediação e justiça gratuita. Assim, é possível equilibrar expectativas financeiras e alcançar resultados efetivos, garantindo eficiência e equidade no acesso ao Judiciário.

Marcos Vinicius

Sobre o Autor: Marcos Vinicius

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