Este artigo reúne informações essenciais para aposentados e pensionistas do INSS que buscam crédito de forma consciente e segura.
Contexto dos aposentados no Brasil
Os aposentados e pensionistas do INSS vivem, em geral, com renda fixa mensal e muitas vezes dependem exclusivamente desse benefício para sustentar suas famílias.
Vários fatores levam esse público a buscar empréstimos:
- Cobrir despesas médicas e de saúde.
- Quitar dívidas mais caras como cartão de crédito.
- Apoiar financeiramente filhos ou netos.
- Realizar reformas ou emergências domésticas.
Entretanto, é preciso cuidado: o principal risco é o superendividamento de idosos, muitas vezes potencializado pelo assédio comercial agressivo de instituições financeiras.
Dados econômicos e limites oficiais
Em 2025, o salário mínimo subiu para R$ 1.518,00, um aumento de cerca de 7,5% em relação a 2024. O teto do INSS é de R$ 8.157,41.
A margem consignável total para aposentados e pensionistas é de 45% da renda mensal, assim distribuída:
- 35% para empréstimo consignado.
- 5% para cartão de crédito consignado.
- 5% para cartão de benefício.
Vale lembrar que esses percentuais referem-se ao desconto automático em folha e não ao valor total liberado.
Estes valores representam o máximo desconto mensal permitido pelo INSS para empréstimo consignado.
Empréstimo consignado INSS
O consignado INSS é a modalidade mais procurada por aposentados, pois oferece taxas de juros mais baixas em comparação ao empréstimo pessoal não consignado.
Características principais:
- Desconto automático em folha.
- Juros de até 1,85% ao mês no teto legal.
- Prazos longos, chegando a 96 meses.
- Possibilidade de contratação mesmo com nome negativado.
As taxas médias praticadas giram em torno de 1,66% ao mês para empréstimo e 2,46% ao mês para cartões consignados. Algumas instituições oferecem condições especiais, com juros a partir de 1,61%.
Novas regras a partir de 1º de janeiro de 2025 definem que, nos primeiros 90 dias após a concessão do benefício, apenas o banco pagador pode ofertar consignado. Depois desse período, os aposentados podem negociar portabilidade e contratar outras instituições.
Para contratar, o aposentado precisa ter benefício ativo e respeitar o limite de 35% da margem consignável. Cada banco pode ter regras internas adicionais, excluindo alguns tipos de benefício temporário.
Empréstimo pessoal (não consignado)
Essa modalidade não tem desconto em folha e depende de boleto ou débito em conta. Os bancos praticam taxas de juros mais altas devido ao maior risco de inadimplência.
Vantagens e desvantagens:
- Não consome a margem consignável.
- Prazos geralmente menores.
- Análise de crédito tradicional, podendo recusar negativados.
- Requer comprovação de renda e score de crédito.
Indica-se para quem já tem a margem consignável esgotada ou não deseja vincular o empréstimo ao benefício.
Cartão de crédito consignado
É uma opção que mistura as características de cartão de crédito e consignado. O limite e a fatura são descontados em folha.
Principais pontos:
- Juros tabelados pelo INSS, em torno de 2,46% ao mês.
- Prático para compras emergenciais.
- Risco de acúmulo de dívidas se usado sem controle.
- Margem de 5% além do consignado pessoal.
Recomendado para quem precisa de flexibilidade, mas exige disciplina financeira.
Vantagens, riscos e orientações práticas
Cada modalidade tem benefícios e armadilhas. Para escolher a melhor opção, considere:
- Taxa de juros e CET (Custo Efetivo Total).
- Prazo de pagamento e valor da parcela.
- Impacto no orçamento mensal e comprometimento da renda.
Algumas orientações práticas:
1. Faça simulações em mais de uma instituição. Compare valores de parcela e encargos.
2. Evite contratar valores acima do necessário; o montante extra pode agravar o endividamento.
3. Mantenha um controle rigoroso das finanças, anotando todas as despesas fixas e variáveis.
4. Priorize o empréstimo consignado sempre que possível, pelas menores taxas e prazos mais longos.
5. Em caso de dúvidas, procure orientação de entidades de defesa do consumidor ou serviços de consultoria gratuita.
Conclusão
Empréstimos podem ser ferramentas úteis para enfrentar imprevistos e realizar sonhos. No entanto, uso responsável e planejamento são fundamentais para garantir que essa ajuda financeira não se transforme em uma fonte de estresse e endividamento.
Avalie sempre seu orçamento, pesquise taxas e prazos, e decida com segurança. Com informação e disciplina, é possível equilibrar necessidades imediatas e qualidade de vida a longo prazo.
Referências
- https://meutudo.com.br/blog/valor-maximo-emprestimo-aposentado-salario-minimo/
- https://www.gov.br/inss/pt-br/noticias/emprestimo-consignado-tera-novas-regras-a-partir-de-janeiro-de-2025
- https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2025/12/10/avanca-proposta-para-evitar-superendividamento-de-aposentados
- https://www.bancopan.com.br/produtos/emprestimo/emprestimo-consignado/
- https://www.bcb.gov.br/estatisticas/reporttxjuros/?codigoSegmento=1&codigoModalidade=218101
- https://www.banrisul.com.br/consignadoinss
- https://banco.bradesco/html/classic/produtos-servicos/emprestimo-e-financiamento/credito-pessoal-consignado.shtm







